FORTALEZA - Cotado nas últimas semanas por setores do PT para disputar o governo de São Paulo com apoio do partido, o deputado Ciro Gomes (PSB) reafirmou nesta segunda-feira que sua intenção é se candidatar a presidente da República pela terceira vez. Ele tratou novamente como especulação a possibilidade de concorrer no maior colégio eleitoral do país e reduto político do PSDB, mas disse só não repudiou a ideia porque ela é "inusitada" e foi um pedido que partiu de algumas pessoas de bem.
Sem citar nomes, Ciro disse que uma parte dos que defendem seu nome para o governo de São Paulo é formada por gente interessada exclusivamente em afastá-lo do caminho da disputa presidencial. Ciro disse ainda não ter pensado em transferir o domicílio eleitoral de Fortaleza para São Paulo.
Claro que na política 90% das especulações dão em nada ou são um anúncio de uma coisa que vai virar fato - disse, logo antes de proferir palestra sobre gestão orçamentária a convite do Centro Industrial do Ceará, em Fortaleza.
O possível apoio do PT à candidatura de Ciro estará na pauta da reunião da Executiva estadual do partido que ocorre nesta segunda-feira na capital paulista. Três petistas são cotados para disputar o mesmo cargo: o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy e o ex-ministro da Fazenda e atual deputado, Antonio Palocci.
Lembrado para compor como vice de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República, Ciro foi farto em elogios à ministra-chefe da Casa Civil.
Há cinco dias, Dilma declarou que, independentemente do ano, gostaria de tê-lo ao lado dela.
Tenho por ela (Dilma) mais do que uma enorme afeição, um grande respeito. Fomos companheiros de governo no ministério do presidente Lula. Nessa convivência desenvolvi uma enorme afinidade, respeito e fico muito honrado de ser simplesmente mencionado por ela. Mas ninguém é candidato a vice, e como a diretriz do meu partido é para disputar a Presidência da República, eu agradeço a menção extremamente honrosa, mas reafirmo minha disposição de disputar a Presidência da República - afirmou.
O deputado - que negou ter usado a cota de passagem aérea para pagar viagem de sua mãe a Nova York - disse que os escândalos envolvendo atos secretos no Senado representam a "limpeza" da instituição.
O que nós estamos assistindo é a solução dos problemas. Não são os problemas. Esse escândalo do Senado existe há 14 anos. Os tais absurdos atos secretos - um negócio inacreditável - seria risível se não fosse trágico. O que você está assistindo agora na verdade é a solução, é a limpeza e não o problema. Que é típico da democracia, matéria podre não se compraz com a luz do sol.
Mas durante a palestra, criticou a "novelização" desses escândalos por parte da mídia, que emperram o trabalho do Congresso.
É preciso sentar no escândalo. Mas, caramba, tem que ser só isso? Há três meses o Senado não trabalha só para se desvencilhar dos escândalos - disse
segunda-feira, 22 de junho de 2009
SERÁ?
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