segunda-feira, 22 de junho de 2009

Agora, Ciro diz que é candidato à Presidência da República


FORTALEZA - Cotado nas últimas semanas por setores do PT para disputar o governo de São Paulo com apoio do partido, o deputado Ciro Gomes (PSB) reafirmou nesta segunda-feira que sua intenção é se candidatar a presidente da República pela terceira vez. Ele tratou novamente como especulação a possibilidade de concorrer no maior colégio eleitoral do país e reduto político do PSDB, mas disse só não repudiou a ideia porque ela é "inusitada" e foi um pedido que partiu de algumas pessoas de bem.

Sem citar nomes, Ciro disse que uma parte dos que defendem seu nome para o governo de São Paulo é formada por gente interessada exclusivamente em afastá-lo do caminho da disputa presidencial. Ciro disse ainda não ter pensado em transferir o domicílio eleitoral de Fortaleza para São Paulo.

- Claro que na política 90% das especulações dão em nada ou são um anúncio de uma coisa que vai virar fato - disse, logo antes de proferir palestra sobre gestão orçamentária a convite do Centro Industrial do Ceará, em Fortaleza.

O possível apoio do PT à candidatura de Ciro estará na pauta da reunião da Executiva estadual do partido que ocorre nesta segunda-feira na capital paulista. Três petistas são cotados para disputar o mesmo cargo: o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy e o ex-ministro da Fazenda e atual deputado, Antonio Palocci.

Lembrado para compor como vice de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República, Ciro foi farto em elogios à ministra-chefe da Casa Civil.

Há cinco dias, Dilma declarou que, independentemente do ano, gostaria de tê-lo ao lado dela.

- Tenho por ela (Dilma) mais do que uma enorme afeição, um grande respeito. Fomos companheiros de governo no ministério do presidente Lula. Nessa convivência desenvolvi uma enorme afinidade, respeito e fico muito honrado de ser simplesmente mencionado por ela. Mas ninguém é candidato a vice, e como a diretriz do meu partido é para disputar a Presidência da República, eu agradeço a menção extremamente honrosa, mas reafirmo minha disposição de disputar a Presidência da República - afirmou.

O deputado - que negou ter usado a cota de passagem aérea para pagar viagem de sua mãe a Nova York - disse que os escândalos envolvendo atos secretos no Senado representam a "limpeza" da instituição.

- O que nós estamos assistindo é a solução dos problemas. Não são os problemas. Esse escândalo do Senado existe há 14 anos. Os tais absurdos atos secretos - um negócio inacreditável - seria risível se não fosse trágico. O que você está assistindo agora na verdade é a solução, é a limpeza e não o problema. Que é típico da democracia, matéria podre não se compraz com a luz do sol.

Mas durante a palestra, criticou a "novelização" desses escândalos por parte da mídia, que emperram o trabalho do Congresso.

- É preciso sentar no escândalo. Mas, caramba, tem que ser só isso? Há três meses o Senado não trabalha só para se desvencilhar dos escândalos - disse.


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